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Appele

II Encontro de docentes

http://meet.google.com/soi-nxft-tkw
cartaz-II-ENCONTRO-DOCENTE


Conclusões


No dia 14 de novembro de 2020, a APPELE dinamizou um segundo encontro online de professores de Espanhol subordinado ao tema “Ser docente em tempo de pandemia”. O encontro incidiu, sobretudo, no balanço da situação nas escolas e universidades desde o início do ano letivo, fundamentalmente nos seguintes âmbitos:

  1. O processo de recuperação das aprendizagens
  2. O papel formativo dos professores
  3. As estratégias para minimizar impactos no processo educativo
  4. As medidas de apoio a alunos
  5. A adaptação das condições de trabalho

Processo de Recuperação das Aprendizagens

  • Foi expressa a preocupação com o desenvolvimento das competências comunicativas e o caráter insuficiente das medidas previstas para recuperação das aprendizagens, bem como com a diversidade de soluções encontradas para o efeito pelas direções e respetivos órgãos de gestão intermédia, visto as orientações centrais a este respeito serem inexistentes ou insuficientes.
  • Manifestou-se preocupação com a resposta dos alunos, tanto do ponto de vista técnico (utilização de plataformas online para o ensino/aprendizagem), como emocional (predisposição, ansiedades…).

Papel formativo dos professores

  • Foi salientada a importância da intervenção pedagógica dos professores em contexto sanitário, preparando os alunos para comportamentos seguros e lidando com as suas ansiedades, mas, por outro lado, também se chamou a atenção para a impreparação dos docentes neste campo, para o facto de a dimensão exigida, extravasar, por vezes, o conteúdo funcional docente, sendo objeto da formação específica de outros profissionais.

Estratégias para minimizar impactos no processo educativo

  • Manifestou-se inquietação com as dificuldades e desigualdades no acesso a recursos informáticos por parte dos alunos, bem como com a forma díspar como os alunos encaram e/ou encararam o ensino a distância (falta de resposta às solicitações dos professores e de preparação/predisposição para aproveitarem os recursos, à exceção dos alunos já habituados à modalidade de ensino a distância conforme Portaria n.º 359/2019).
  • Na modalidade de ensino a distância, ressaltou-se o facto de o desenvolvimento da produção escrita ficar comprometido, já que as sessões síncronas, do ponto de vista do aluno, sustentam sobretudo a oralidade.

     Medidas de apoio aos alunos

  • Foi apontada a necessidade de adaptação de horários docentes, particularmente dos que pertencem aos grupos de risco, e de contratação de professores em número suficiente para apoio a alunos em situação de risco, isolamento ou quarentena, ou para apoiar a recuperação de aprendizagens, bem como para um melhor acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais.
  • Foi sublinhado como positivo o alargamento da programação televisiva ao ensino secundário, contudo, foi criticado o seu caráter acessório e não devidamente articulado, a nível central, com as dinâmicas de ensino a distância.
  • Expressou-se apreensão relativamente à capacidade de apoio das escolas a alunos de risco ou em situação de isolamento/quarentena.

Adaptação das condições de trabalho

  • Foi sublinhado o efeito da sobrecarga de trabalho docente (decorrente, maioritariamente, dos horários e da conciliação do trabalho presencial e a distância), e dos níveis de exaustão dos professores sobre o próprio processo educativo.
  • Foi abordada a questão do uso das câmaras no ensino a distância e o constrangimento daí decorrente.
  • Foi sublinhado que o Ensino a distância e o Teletrabalho são conceitos que estão configurados de forma clara e regulamentados formalmente, não coincidindo com o que acontece nas escolas, sendo urgente proceder à regulamentação ou revisão dessa realidade.
  • Relativamente à segurança sanitária, foi expressa preocupação com a diversidade de soluções encontradas, perante casos de infeção.
  • Foi apontada a necessidade de mais auxiliares de ação educativa, mais psicólogos e mais enfermeiros.
  • Foram criticadas as condições de trabalho em situação de exame, nomeadamente o desgaste provocado, nas provas de avaliação externa da oralidade, pelas várias deslocações a que muitos dos professores estão sujeitos. Foi sublinhada a necessidade de questionar os moldes em que funciona a bolsa de professores classificadores.

            As questões apontadas ao longo do encontro, são questões que se confirmaram transversais a diferentes sectores e sistemas de ensino, sendo que, no âmbito do ensino superior, se deu especialmente atenção aos níveis de ansiedade manifestados pelos alunos, relativamente à sua segurança sanitária, e às dificuldades encontradas pelos alunos para gerir regime presencial e não presencial, bem como para realizar as longas distâncias entre o estabelecimento de ensino e as suas zonas de origem. São alunos cuja maior maturidade e autonomia viabiliza positivamente o ensino a distância.

            Finalmente, foi sugerida a realização de um questionário a enviar aos colegas no sentido de os auscultar relativamente aos constrangimentos que estão a sentir decorrentes do contexto pandémico.

            Deste encontro resultou a decisão de, no imediato, avaliar a oportunidade de levar por diante as propostas sugeridas.

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